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 O Bitcoin foi a primeira implementação do conceito criptomoeda, concebido por Satoshi Nakamoto, cujo objetivo era formar um sistema de transações eletrônicas confiáveis, sem a mediação de terceiros para executar a confiabilidade desse processo, ou seja, sem a presença de bancos. 

 A ideia se baseava no sistema Blockchain, pelo qual as transações feitas são registradas e não apresentam a necessidade de um banco validar ou proteger os dados dos envolvidos. 

 A adoção do Bitcoin certamente gera um empoderamento do indivíduo frente a essas instituições. Por ser um sistema descentralizado, visto que cada computador da rede possui a integralidade do software, é praticamente impossível para um governo impedir seu funcionamento, pois enquanto houver dois computadores no mundo conectados na internet, a blockchain poderá funcionar.

  

PAÍSES EM DESENVOLVIMENTO

A criação das criptomoedas acabou por facilitar a movimentação de moedas para dentro e fora dos limites de países que exercem um maior controle sobre o capital, como Chipre e Rússia, principalmente em períodos de crise financeira. 

 Os bancos não têm a capacidade de impor restrições à sua movimentação. Assim, tornam-se facilitadoras para a detenção de dólares ou outras moedas com maior estabilidade quando comparada a moeda local do país, já que os países em desenvolvimento usualmente possuem moedas com maior grau de volatilidade. Além disso, o dinheiro virtual incentiva a inovação do mercado financeiro abrindo diversas possibilidades para os países em desenvolvimento. 

 

 PAÍSES DESENVOLVIDOS

Os países desenvolvidos que evitam controles rígidos de capital mantém uma posição mais neutra em relação às moedas virtuais, acompanhando o desenvolvimento do setor e estudando seus efeitos. 

 Governos que têm um sistema financeiro mais rígido movimentam-se na direção da regulamentação das criptomoedas, no entanto, a aceitação do dinheiro virtual prejudica medidas que possam afetar as trocas realizadas.

 

 BANCO CENTRAL DO BRASIL E FMI

Em 2017, o Banco Central do Brasil (BCB) publicou uma nota em que declarava que mesmo as moedas virtuais sendo tema de debates internacionais, ele não identifica a necessidade de regulamentação ou risco ao Sistema Financeiro Nacional. Todavia, o BCB acompanha a evolução dessas moedas e as discussões internacionais sobre o tema, para caso venha a adotar alguma medida de controle no futuro. 

 Já o FMI ao se pronunciar sobre o tema em seu relatório, listou quatro riscos relacionados aos criptoativos e seus impactos na economia mundial. Esses são: riscos da integração de criptoativos em produtos financeiros; risco para modelo de negócios de bancos; risco de transmissão de crise e risco de lavagem de dinheiro e terrorismo. Mesmo mencionando esses riscos, o Órgão concluiu que as moedas virtuais não apresentam perigo imediato.

 

 COMÉRCIO EXTERIOR

Desde agosto de 2019, há a obrigatoriedade de prestação de informações à Receita Federal sobre operações de compra e venda envolvendo moedas virtuais (criptomoedas ou criptoativos). As regras para essa prestação de contas estão definidas na Instrução Normativa RFB 1.888/2019. As informações sobre cada transação deverão ser registradas mensalmente.

 

 A adesão global ao blockchain como ferramenta no comércio exterior ainda engatinha, porém, consolida-se diariamente a quantidade de organizações que lhe aderem. As vantagens oferecidas por essa tecnologia deixam claro que a aderência global é apenas questão de tempo. Listamos algumas abaixo:
 

  • Redução radical de utilização de papel;

  • Diminuição de retrabalho no controle de documentos por todas as partes envolvidas;

  • Redução de erros por reprocessamento de informações;

  • Redução da necessidade de agentes intermediários nas operações financeiras;

  • Agilidade nos processos de pagamentos internacionais.

 

Todos estes benefícios apontam a solução para os dois principais gargalos logísticos das operações de comércio exterior: tempo e dinheiro.

O blockchain, está revolucionando o comércio exterior e quem atua nesta área terá que conviver em breve com esta nova realidade.

Segundo o Banco Citi, o Bitcoin poderá ter grande papel no comércio internacional em alguns anos. A moeda virtual tem potencial para se tornar a moeda do comércio internacional devido às suas facilidades como alcance global, agilidade e neutralidade.

Em seu relatório, o Citi mostra a evolução da moeda inicialmente utilizada como meio de pagamento e hoje como uma reserva de valor. Contudo, o banco alerta que há desafios a serem superados como o problema de escalabilidade, eficiência de capital e seguros.


OPORTUNIDADES INTERNACIONAIS 
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