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O café é extremamente popular entre os brasileiros, sendo a segunda bebida mais consumida no país ficando atrás apenas da água. Além disso, segundo a Organização Internacional do Café (OIC), o Brasil é o segundo maior consumidor da bebida atrás apenas dos Estados Unidos que representa cerca de 14% da demanda mundial.

O mercado externo é de grande importância para o Brasil, que como maior exportador do mundo, exporta o grão para vários países como Alemanha, Estados Unidos, Itália, Argentina e Japão. Em 2019 um total de 128 países importaram café do Brasil, entre eles sacas de café arábica, de robusta, café solúvel e café torrado e moído. 

 

UMA PARCELA DA HISTÓRIA

A origem do café no Brasil teve início em 1727, quando o português Francisco de Mello Palheta, chegando da Guiana Francesa, trouxe as primeiras mudas para o Brasil. Mas só a partir do início do século XIX a cultura despertou interesse nos grandes proprietários. Tornou-se rapidamente a principal atividade agrícola do país, responsável por mais da metade das divisas oriundas das exportações brasileiras. Essa importância econômica fez dos "Barões do Café" de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais o centro da elite do Império e da República, até quase a metade do século XX.

Devido às nossas condições climáticas, o cultivo de café se espalhou rapidamente, com produção voltada para o mercado doméstico e foi o principal produto de exportação da economia brasileira durante o século XIX e o início do século XX, garantindo então as divisas necessárias à sustentação do Império do Brasil e também da República Velha.

Atualmente, o Brasil é o maior produtor e exportador de café do mundo, as exportações brasileiras de café, em maio de 2021, totalizaram 2,616 milhões de sacas de 60 kg e geraram US$ 357,6 milhões ao país. No comparativo com o mesmo mês do ano passado, o desempenho representa queda de 20,3% em volume e de 13,2% em receita cambial.

 

CAFÉ PREMIUM

Segundo a consultoria Euromonitor, a demanda de café premium tem crescido no Brasil, de forma acelerada embora ainda distante do consumo campeão do tipo tradicional.

O Brasil exportou 2,652 milhões de sacas de cafés diferenciados (aqueles que têm qualidade superior ou algum tipo de certificado de práticas sustentáveis) de janeiro a maio, volume que representa 14,9% dos embarques totais no período. O preço médio desse produto foi de US$ 172,05 por saca, o que gerou recursos na ordem de US$ 456,4 milhões nos cinco meses, equivalentes a 19,3% da receita total gerada no intervalo.

Esse crescimento ainda é impulsionado pela entrada de novas marcas no mercado, a popularização de diversas formas de extração que modificam o resultado do produto e pela expansão de cafeterias e locais de coworking. 

A tendência de crescimento do café premium ocorre em razão do aumento do número de consumidores que passaram a procurar por variações de maior qualidade. Esse público tem interesse não só pelo consumo da bebida, mas pelos diferentes métodos de preparo, origem do grão e sustentabilidade da produção, para o público, tomar café tornou-se mais que um delicioso hábito e virou uma experiência.

 

PANDEMIA

A Covid-19 mudou a realidade dos segmentos de café no Brasil, principalmente no segmento de cafés especiais composto, majoritariamente, por micro e pequenas empresas nas áreas de torrefação e cafeterias. O setor ainda teve que superar a mudança de hábito do consumidor e a queda na demanda devido ao fechamento de lanchonetes, bares, restaurantes e cafeterias. 

Nesse cenário, devido às incertezas da pandemia o setor tem apresentado grandes oscilações de preços, contudo, considerando a abertura dos mercados não há previsão de quedas bruscas nas exportações de café brasileiras.

No primeiro levantamento da safra 2021 de café, divulgado pela Conab, estimava que a produção total – somados conilon e arábica – apresentaria uma redução entre 30,5% e 21,4% em comparação com a safra anterior.

Os efeitos da bienalidade negativa e de condições climáticas adversas registradas em diversas localidades influenciam diretamente na produção. Com isso, há uma expectativa pelo aumento das áreas de formação de café e uma redução nas áreas de produção.

O total das exportações de café, ao nível mundial, atingiu um volume físico equivalente a 11,94 milhões de sacas de 60 kg, no mês de março do corrente ano de 2021, número que representa um aumento de 2,4%, se comparado com os 11,66 milhões de sacas exportadas em março de 2020. De modo semelhante, se for expandido o período de análise das exportações globais para o total acumulado no período de outubro de 2020 a março de 2021, constata-se que as exportações também registraram aumento de 3,5%, ao passarem de 63,2 milhões de sacas para 65,4 milhões de sacas, em comparação com o mesmo período do ano-cafeeiro anterior. O ano-cafeeiro para a Organização Internacional do Café (OIC) compreende o período de outubro a setembro.

Ásia e Oceania, também importantes regiões produtoras de café ao nível mundial,  registraram queda de 6,3%, ao atingirem 19,3 milhões de sacas. E as exportações de café do Vietnã, segundo maior produtor ao nível mundial e maior produtor dessa região, caíram 13,2%, com 12,58 milhões de sacas vendidas aos importadores. 

Quanto às exportações do México e América Central, também houve registro de queda nos números, com uma diminuição de 12,2%, ao somarem 6,06 milhões de sacas. E, em Honduras, maior produtor da região, ocorreu uma queda de 20,9%, com 2,19 milhões de sacas, nos primeiros seis meses do atual ano-cafeeiro da OIC, comparado com o mesmo período do ano-cafeeiro anterior

No período em análise, de outubro de 2020 á março de 2021, o aumento das exportações globais se deu pela venda de cafés verdes, que tiveram um incremento de 4,3%, ao registrarem 59,32 milhões de sacas. Em contrapartida, as exportações de café solúvel e café torrado registraram queda de 3,4% e 4%, em comparação com o mesmo período anterior, ao totalizarem 5,72 milhões e 336,17 mil sacas, respectivamente.

Contudo, mesmo com a redução total, espera-se um recorde para a espécie conilon com um aumento de 16%, caso atinja o limite superior de 16,6 milhões de sacas de café beneficiado. Já o arábica, que corresponde a cerca de 81% da área total utilizada pela cafeicultura nacional, a expectativa é de uma queda entre 32,4% e 39,1%.

Os números atuais comprovam que o café segue promissor como uma parte importante do mercado brasileiro em sua produção e exportação. Os dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) apontou em seu primeiro levantamento que a safra de 2020/21 total de café do Brasil deve ficar entre 57 e 62 milhões de sacas de 60kg. O número representa ainda um avanço de até 25,8% em comparação ao ano anterior.

 

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A já conhecida qualidade do café brasileiro no mundo e alta demanda de consumo fazem desse mercado muito promissor e altamente rentável.

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