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Os Estados Unidos são os maiores importadores do nosso açaí, considerado o ouro roxo brasileiro, chegando a consumir até 40% das exportações oriundas do Pará, o principal produtor da fruta.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o Pará é o maior produtor brasileiro de açaí e que nos últimos 10 anos houve alta de cerca de 15.000% nos embarques do fruto.

Principais Destinos

Além dos Estados Unidos, líderes das importações com quase 40% de participação, Japão e Austrália também são destinos muito famosos do nosso açaí, movimentando na casa dos seis dígitos anualmente. Em seguida, alguns países da Europa, como Alemanha, França, Bélgica, Holanda e Portugal, compõem essa lista.

Rogério Dias, um dos empresários paraenses que já atende o mercado americano, explica que 20% do total que ele produz na região metropolitana de Belém (RMB) segue para os Estados Unidos, o que representa algo em torno de R$7 milhões ao ano. “Apesar desse valor parecer alto, temos capacidade para exportar muito mais. A gente vem lutando para conseguir mercados melhores, rompendo as divisas do país e valorizando o produto”, complementa.

Alavanque as exportações e diminua os riscos

Segundo a FIEPA (Federação das Indústrias do Estado do Pará), para conquistar novos mercados em solo americano, uma série de cuidados devem ser tomados, atentando-se às regulamentações do órgão de controle federal, o FDA, que atua de forma similar à Anvisa no Brasil. Qualquer alimento que entre em território americano deve obedecer a todos os requisitos, desde a especificação dos componentes, até uma rotulagem adequada para poderem ser comercializados, evitando assim problemas fiscais durante o processo de exportação. Se quiser saber mais sobre como ter o registro FDA e adaptar o seu rótulo, entre em contato conosco pois temos a solução ideal!

Outro ponto importante são os acordos firmados entre o exportador brasileiro e o empresariado estrangeiro. De acordo com Antônio Bernardes, advogado e mestre em direito internacional pela Universidade da Califórnia, “é necessário que sejam adotadas práticas de negociação internacional para garantir a lucratividade da parceria e proteção de ambos os mercados”. Para ele, “existe a necessidade de mudança cultural para internacionalizar a economia e que transcenda a simples exportação do fruto”.

Ainda segundo Bernardes, uma das saídas quando se pensa em aumentar a exportação do açaí é trabalhar com seus produtos derivados desde a concepção no Brasil. Atualmente, o fruto chega ao país estrangeiro e, lá, ele se transforma em sucos, vitaminas, entre outros alimentos. E é fato. Há pelo menos dez anos, o jornal The New York Times noticiava que as vendas da fruta como ingrediente principal ultrapassaram os US$ 100 milhões.

"Todo americano conhece o que é açaí aqui nos Estados Unidos. Só que o pessoal de academia gosta muito por ser rico em ferro, energia, e, em muitos lugares, o açaí também é usado como suplemento alimentar. Em redes de supermercados que vendem coisas saudáveis você encontra vários derivados do açaí. A fruta é vendida como antioxidante e nas embalagens é natural você achar benefícios que nem eu tinha conhecimento quando morava no Pará", brinca.

Em Orlando, cidade para onde se mudou em novembro do ano passado, o açaí também é muito popular em cafés e lanchonete, exceto nas redes de franquias de fast food. "Eles vendem açaí com acompanhamentos. São os chamados bowls, que nada mais é que o açaí servido em uma tigela com mel, granola e frutas, semelhante ao que já acontece em várias regiões do Brasil. O açaí também é servido com leite condensado aqui", finaliza.

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